sábado, 15 de junho de 2013

A gente aprende quando age com empenho.

Emergência do poder da aprendizagem pela ação
A aprendizagem pela ação é uma metodologia muito simples que envolve um grupo de pessoas que trabalham com problemas reais e aprendem durante todo o processo. Uma das regras básicas do processo é: você deve perguntar antes de afirmar, ou seja, as afirmações só podem ser feitas em respostas a perguntas. Com o passar do tempo percebi a importância de você não julgar na discussão de um problema e o impacto da colaboração e da preparação na busca de soluções.
A minha experiência com essa técnica começou em 2009 quando a consultoria na qual trabalho, o Laboratório de Negócios – LabSSJ, me presentou com o livro de Michael J. Maruquardt “O poder da aprendizagem pela ação” da Editora Senac Rio. Lembro até hoje, que estava no aeroporto de Congonhas quando comecei a ler o livro e durante todo o voo para Curitiba fiquei hipnotizado pelos depoimentos e resultados da aprendizagem pela ação em resolver problemas reais e ao mesmo tempo desenvolver líderes em tempo real.
São seis os componentes da aprendizagem pela ação: o problema, o grupo, as perguntas, a ação, o aprendizado e o facilitador. Desde julho do ano passado, realizo voluntariamente no Hospital do Coração/São Paulo, sessões mensais de aprendizagem pela ação. Quando os médicos, enfermeiras e o pessoal da administração são convidados pela Área de Inovação do HCor para trazerem seus problemas, são definidas 4 regras bem simples:
  1. Importância: o problema ou questão deve ser significativo e importante para você e/ou sua área e para a organização, ou seja, ele deve fazer parte de seu dia a dia de trabalho;
  2. Urgência: deve ter algum nível de urgência, ou seja, as ações deverão ser desenvolvidas e executadas em um futuro próximo;
  3. Familiaridade: o problema ou questão deve ser de sua total compreensão e deve estar ao seu alcance de atuação;
  4. Autonomia para a implementação de ações: você deve ser capaz e ter autonomia para realizar as ações e solucionar o problema ou questão, portanto, seja simples.
Já tivemos desafios e encontramos alguns caminhos para melhorar a taxa de ocupação dos quartos do hospital, a movimentação do lixo hospitalar e a utilização de unidades móvel para exames cardíacos em regiões de difícil acesso.
A força da aprendizagem pela ação reside na capacidade de transformar o diálogo de falar paraem falar com, e as ações do grupo de discurso em próximos passos.
Aqui vai uma dicaduka: como todo programa de aprendizagem é fundamental que você obtenha apoio da alta administração.