sábado, 15 de junho de 2013

Festival de incompetência e desculpa

Inauguração tende mesmo a ser um inferno. O corre-corre de última hora para recuperar o orgulho ferido e o cronograma perdido é só a dimensão mais aparente e mais prosaica dentre vários detalhes ignorados. Parece que todo mundo acende vela para o mesmo santo das inaugurações, tal de São Murphy.
O mico do momento está replicado em cada Estado escolhido para sediar jogos da copa do mundo de 2014, com destaque para os estádios onde ocorrerão jogos da copa das confederações, agora em junho de 2013. Quem já fez jogos testes e pré-inaugurações honrouo clássico “FEBEAPA”, criativa sátira do saudoso jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta.
Com as obras da Copa de 2014, o FESTIVAL DE BESTEIRA QUE ASSOLA O PAÍS – FEBEAPA – está de volta revigorado, internacionalizado, apesar de nunca ter deixado deesculhambar a vida nacional, a exemplo do combate à seca que se perpetua no Nordeste, às enchentes que repetidamente alagam o Sudeste, às estradas quem não passam dos planos no Norte e Centro Oeste, só para ficar nos absurdos que são consenso.
Não faltam causas e às vezes nem intenções para fazer o pior, mas o que faz mais falta é competência mesmo.
Em negociação e vendas esse lamentável fenômeno eventualmente também ocorre, mas a conta ou vem junto ou vem logo. No mercado não há espaço para irresponsabilidade nem para complacência.
O pressuposto da boa venda é identificar a necessidade do cliente, co-criar a solução mais eficaz, fechar o negócio e então construir e na sequência inaugurar o estádio. Sem furo, sem atraso, sem sobrepreço, nos termos negociados e contratados. O prêmio é a taça do relacionamento produtivo e de negócios continuados.
Na compra e venda a necessidade é absoluta.
A necessidade reconhecida pelo comprador exerce forte pressão sobre seu comportamento e facilita a decisão de compra quando o interlocutor é um profissional competente, interessado e parceiro. Nesse caso, a solução entregue, a postura do vendedor e a imagem da empresa estabelecem a referência para novos negócios.
A necessidade latente, aquela que ainda não foi percebida ou considerada como imediata pelo cliente, pede ainda mais expertise, competência e honestidade profissional do vendedor. A solução proposta tende a despertar ou antecipar sonhos e expectativas importantes, o que amplia a responsabilidade do fornecedor.
Na hora da entrega tem que ter festa e não desculpa.