sábado, 15 de junho de 2013

Técnicas de estudo

Pesquisa mostra qual a melhor forma de aprender

Um estudo realizado pela Universidade Estadual Kent, em Ohio, nos Estados Unidos, tenta desvendar quais são as técnicas mais efetivas na hora de estudar. Para isso, foram avaliadas centenas de pesquisas científicas que analisam estratégias de estudo mais populares, e segundo os responsáveis pela pesquisa, algumas delas não funcionam. Mais que isso: em alguns casos, elas podem até atrapalhar o aprendizado.
"Queríamos ter uma visão abrangente de estratégias promissoras para professores diretos, alunos e pais. Entender quais são as mais eficazes", explica o professor autor da pesquisa, John Dunlosky.
A equipe de especialistas listaram dez das técnicas mais comuns e as classificaram como: Baixo, Moderado e Alto alcance. Entre as piores estão: a produção de resumos, truques de memória, criação de imagens e a releitura. As consideradas mais eficientes foram o teste prático e a prática distribuída. Saiba mais sobre elas:
Uso de canetas marcadoras - "Quando os estudantes usam um marcador, por exemplo, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo. Isso pode comprometer a compreensão sobre o material", explica Dunlosky.
Resumo e anotações - "Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada. Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem", revela o professor.
Truques para decorar fórmulas ou conceitos - Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como fórmulas matemáticas - seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa. No entanto, não devem ser aplicados para fins conceituais. "Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física", diz.
Teste prático - Segundo os estudos, o teste prático funciona, pois o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente. “Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produz um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores”, explica o professor que completa: "Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo. Um século de pesquisas mostram que a repetição de testes realmente funcionam na prática", diz Dunlosky.
 
Prática distribuída – 
Essa é a técnica considerada mais poderosa. A intensão é planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados, ou seja, evitar deixar tudo para a última hora. "Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames. Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho", finaliza o professor.
Fonte: Science Daily