Seis dicas para manter um bom relacionamento
Muitas são as receitas dadas aos casais que buscam manter uma relação saudável. E, por mais que não exista uma fórmula mágica, existem dicas que podem ajudar nesse processo. De acordo com Ailton Amélio, doutor em psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP, apesar de ser um conceito muito amplo, uma relação saudável é aquela em que o casal é feliz sem causar danos – sejam eles materiais ou psicológicos – a terceiros ou a eles próprios.
Segundo o psicólogo, que também é autor do livro Para viver um grande amor, há estudos que mostram que para uma relação dar certo não necessariamente ela precisa ser duradoura, pois muitas vezes a relação é longa, mas não é saudável. “O essencial é que a relação dure e seja boa, não adianta viver ao lado de uma pessoa por muito tempo sem ser feliz”, diz Amélio.
Para o professor, seis dicas podem ajudar na procura por uma relação saudável. Confira:
Escolha – “O primeiro passo é a escolha, se você escolher o parceiro errado, muitas vezes não haverá conserto. As pessoas devem ter cuidado, pois algumas coisas não mudam. E ninguém deve entrar em uma relação com a intensão de mudar o outro. É importante saber se a pessoa escolhida te agrada do jeito que ela realmente é. E depois, se melhorar, é lucro, mas não pode ter de antemão o plano de mudar características no parceiro” explica o professor.
Satisfação – “O relacionamento que traz satisfação é aquele que para cada coisa ruim são apresentadas cinco coisas boas, o chamado “5 para 1”. E, isso, aliás, vale para qualquer relacionamento, não necessariamente conjugal. Quase tudo pode ser traduzido em coisas boas e ruins, desde aceitação e apoio até aparência, área sexual, romantismo, fatores econômicos ou mesmo críticas, brigas e traições. Mas também não precisa ser completamente bonzinho. Pessoas que cedem demais perdem a vitalidade, a energia e acabam ficando chatas”, diz.
Autoavaliação – “Perceber o que tem feito de bom e ruim para o relacionamento. Saber se, de fato, está sendo companheiro, está ajudando nas tarefas, cuidando da aparência, se está interessado, apoiando o parceiro nas decisões importantes da vida. Ou não, avaliar se está sendo crítico, cobrador, não faz a parte combinada nos acordos entre o casal, se tem sido honesto. Vale a pena investir, mudar as coisas que estão erradas e acrescentar pontos positivos para a estabilidade da relação”.
Caprichar no “5 para 1” – “O 5 para 1 é aquele ponto que citei, para cada coisa ruim, trazer cinco coisas boas. Sempre levar mais coisas positivas do que negativas para o relacionamento. É bom ter na cabeça que o relacionamento pode sempre melhorar”.
Investimento – “Temos que investir no relacionamento seja na doença, na alegria ou na tristeza. Temos que entrar com os dois pés, confiar. Quem entra com medo, cheio de precauções, como, por exemplo, contas separadas, amigos separados, as chances de dar certo diminuem”, explica.
Fator sociológico – “Nos últimos 30 anos, as barreias que protegiam o relacionamento diminuíram, como as leis que permitem que a separação seja feita de maneira mais fácil, a opinião pública que não condena e que quase ninguém deixa de separar por motivos religiosos. Essas barreiras eram boas e ruins. Ruins quando te obrigavam a ficar em um relacionamento fadado ao fracasso, mas agora também elas ficaram muito fracas. As pessoas não pensam duas vezes na hora de desistir. Então, esse é mais um motivo para que os conjugues corram atrás de pontos positivos para manter um bom relacionamento, caprichando nos fatores ‘5 para 1’ ”, diz.
O psicólogo afirma que em uma relação amorosa, as pessoas devem cuidar do flerte, do namoro, se tratarem como homem e mulher, senão acaba virando amizade e o relacionamento perde o caráter conjugal. “É muito comum depois de um tempo maior de relacionamento os parceiro não se olhem como amantes. Eles começam a cuidar apenas das situações práticas da rotina, deixando de olhar nos olhos, de dar flores, namorar, perdem a atração mútua. Então se o casal descuidar dessa parte romântica, o relacionamento perde a força”, finaliza Amélio.





