sábado, 15 de junho de 2013

Se grito resolvesse, o porco não morreria

A empatia é uma atitude eficiente para harmonizar um conflito.
Como professor e consultor há 20 anos, percebo cada vez mais uma dificuldade relatada e identificada em diferentes conversas e avaliações: a capacidade de gerenciar conflitos. Quando surge um conflito é quase a mesma sensação de um “café ruim” e muitos executivos não se dão conta de que o uso da empatia é necessário nessa hora. A maioria acredita ter apenas duas escolhas: ignorar o assunto (jogar fora o café) ou confrontar os envolvidos (fazer o café descer goela abaixo). A empatia envolve compreender uma pessoa a partir do quadro de referência dela e não do próprio. Praticar a empatia nos conflitos pode ajudá-lo a trazer de volta um clima bom e também, a harmonia. Lembre-se, não é possível manifestar empatia sem que você perceba e compreenda as suas próprias emoções primeiro, portanto quanto melhor a seu autoconhecimento, maior a possibilidade de leitura do sentimento do outro e daí uma melhoria na qualidade da relação.
Veja 3 comportamentos bem comuns nos relacionamentos profissionais, que talvez você já tenha vivenciado, e alguns caminhos para tornar mais saudável e, por que não dizer, mais saborosa a relação.
Comportamento observado: Agressividade e rudeza
Se você estiver sob ataque de agressividade e rudeza, provavelmente é porque essa pessoa o considerou parte do problema e deseja eliminar o obstáculo que você representa. Nesta situação, sua meta deve ser impor respeito.
  • Mantenha sua posição: Fique firme e não se engaje nem no ataque, nem na defesa.
  • Se precisar, interrompa o ataque: Repita continuamente o nome da pessoa até que você prenda sua atenção, tomando o cuidado de manter sua voz sempre um pouco mais baixa que a dele.
  • Reafirme: Conseguida a atenção, repita de maneira muito sucinta o que ele disse.
  • Concentre-se na síntese do problema: Se estiverem do mesmo lado: “Estou aqui para ajudá-lo a resolver a questão”!
  • Pense em uma saída honrosa: Quando você estiver pronto para falar com respeito, quero ouvir o que você tem a dizer.
Comportamento observado: Explosividade inesperada
Acessos repentinos de fúria e raiva, geralmente desproporcionais às circunstâncias. Se você já passou pela experiência de perder o controle, sabe como isso pode ser humilhante para si mesmo.
  • Prenda a atenção dele: Esta é uma das poucas situações em que você precisa falar mais alto do que quem está manifestando o comportamento indesejável. Fale o nome dele bem alto, mas num tom que demonstre interesse e não raiva.
  • Foque no coração: Mostre sua verdadeira preocupação quando falar e também escute com atenção, apesar da situação constrangedora. Quando tocar seu coração, você verá como a pessoa esfria rapidamente.
  • Reduza a intensidade e dê uma pausa: Agora é a hora de reduzir o volume da voz e de dar uma pausa para as coisas esfriarem.
Comportamento observado: Quando a pessoa discorda de tudo
Sempre (e invariavelmente) fala ‘não’ a toda e qualquer idéia ou argumento utilizado. Acaba desencorajando quem está à sua volta.
  • Deixe fluir: A pior coisa que você pode fazer é tentar convencê-la de que as coisas não são tão ruins quanto ela pensa que são.
  • Faça do limão uma limonada: Em meio a toda aquela negatividade, frequentemente há muita informação verdadeira.
  • Deixe a porta aberta: Dê o tempo necessário à pessoa e mantenha a porta aberta para que ela avise quando estiver pronta para tocar adiante o projeto.
  • Use o efeito espelho: De vez em quando você pode criar cenários de pior hipótese antes que ela o faça.
  • Agradeça sua boa intenção: Obrigado por nos mostrar os problemas, para que possamos descobrir as soluções.
Aqui vai uma dicaduka É difícil mudar de ponto de vista em um conflito. Isto é, geralmente, devido a que não estamos tão interessados em resolvê-lo como em ter razão. Pratique a empatia, faça do conflito uma oportunidade para treinar a sua sabedoria e depois, aprecie um bom café e celebre a vida! Afinal de contas, a vida é muito curta para tomar cafés ruins.